14 de fevereiro de 2013

O último ato

Foi num assento confortável.
Já estava ali há mais ou menos trinta minutos.
Eu deveria estar feliz, mas por dentro, eu pedia socorro.
Aos poucos, eu me resfriava. De dentro para fora.
(Todos os sentidos a mil)

Eu estava sendo observado.
E essa observação repercutia por cada célula do meu corpo.
De repente, eu já não mais sorria.
Eu apenas ouvia meu coração cansado bombeando um sangue que parecia estar denso demais para ele.
(Dificuldade)

Eu senti que nunca mais te veria.
E o pior é que essa escolha era minha.
Você falava aleatoriedades e eu inconscientemente pedia:
FIQUE.

Mas já era tarde demais.
Eu já havia pensado demais.
Você já havia percorrido metade do seu caminho.
E a minha única escolha era dar as costas e voltar para casa.
(Chorando. Por dentro. Calado. Sozinho)

2 comentários:

  1. Conhecer essa história um pouco mais a fundo deixa-me de coração partido. Por outro lado, conheço também sua força.
    Belíssimos versos.
    Abraço,
    Lu

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